Esopo, já citado neste blog quando o assunto foi “mãe coruja”, traz tantos ensinamentos com suas pequenas histórias ou fábulas que já se tornaram parte de nossa linguagem diária. A fábula é um conto de moralidade popular, uma lição de inteligência, de justiça, de sagacidade.
Em suas fábulas, os animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, assim como qualquer ser humano.
Uma das fábulas mais ilustrativas é a da galinha dos ovos de ouro.
“Certa manhã, um fazendeiro descobriu que sua galinha tinha posto um ovo de ouro. Apanhou o ovo, correu para casa, mostrou-o à mulher, dizendo:
– Veja! Estamos ricos!
Levou o ovo ao mercado e vendeu-o por bom preço.
Na manhã seguinte, a galinha tinha posto outro ovo de ouro, que o fazendeiro vendeu a melhor preço. E assim aconteceu durante muitos dias. Mas, quanto mais rico ficava o fazendeiro, mais dinheiro queria. E pensou:
‘Se esta galinha põe ovos de ouro, dentro dela deve haver um tesouro!’
Matou a galinha e, por dentro nada encontrou. Era igual a qualquer outra galinha.”
Esopo, com essa fábula dá um recado bem atual: a ganância, a ambição desmedida, a “esperteza” e avareza é, muitas vezes, uma armadilha que conduz para um final de frustrações e decepções imprevisíveis. Não é um moralismo ingênuo.
Faz sentido o ditado: ‘Quem tudo quer, tudo perde.’
Quantas situações nos remetem a esse sábio ensinamento.
-De minha parte, já vi matarem muitas galinhas dos ovos de ouro!